quarta-feira, junho 29, 2016

Desabafo

Não lembro quando foi a última vez que eu consegui escrever um paragrafo pela metade, nem apagar tudo e fingir que ta tudo certo. Comigo e com esse silêncio que se adonou das minhas palavras. 
Eu não lembro também qual foi o motivo que me fez parar de expressar no papel tudo que eu sinto aqui dentro. Antigamente o papel e a caneta eram a minha companhia e hoje eu não consigo me sentir a vontade comigo mesma nem conseguir entender tudo que passa na minha cabeça. 
Os últimos tempos foram cheios de revelações, mudanças bruscas, que me fizeram cair de cara no chão tantas e tantas vezes, que nem eu sei de onde eu arrumei força pra levantar, de cabeça erguida e dar a cara pra bater de novo.
Tenho lembranças de 2012, especialmente metade para o fim do ano. A grande animação de sair do ensino médio e encarar a faculdade. Lembro também dos medos e das expectativas. De como ia ir, quem ia ser minhas amigas, quem eu conheceria, qual seria o cara que eu me apaixonaria e quais seriam as festas que eu iria ir. Lembro de ter certeza e ao mesmo tempo não fazer a mínima ideia do porque eu escolheria medicina veterinária. Lembro da angustia com a minha melhor amiga pois iriamos nos separar e ficar longe uma da outra.
E o tempo passou. E eu conheci o tal agrônomo  de olhos azuis, alto, cachorro e musculoso que eu tanto queria encontrar no ensino médio. E essa história rendeu belos quatro semestres da minha vida acadêmica. Conheci outros caras também, cada um com suas peculiaridades e toda vez eu achava que eu iria namorar, casar e ter filhos. Mas é claro que não foi bem assim.
No segundo semestre, nunca vou esquecer, em introdução a medicina veterinária meu olhos bateram com um cara  moreno, charmoso, que parecia ser mais melhor e centrado.Diferente completamente de mim, que era uma bagunça em pessoa. E então eu queria ele. Não importava nada. Eu só queria ter ele. E naquele instante eu sabia que aquele cara era certo pra mim. Que seria ele que eu queria apresentar pra minha família e ver filme de sexta feira a noite e fazer planos para o futuro. Mas não agora. Agora eu queria aproveitar. Queria sair, conhecer pessoas, cometer histórias loucas e encher a cara. 
Mas esse cara me queria. Como eu tinha sorte! E como eu era sem juízo eu deixei esse cara de lado pra entregar meu coração pra outros, que me machucariam e me deixariam em mil pedacinhos.
E foi isso que aconteceu. Eu conheci outro cara. E ele foi diferente de todos os que eu havia encontrado. Eu saia de órbita quando estava com ele.Aqueles profundos olhos verdes que me faziam perder a direção e o controle das minhas próprias pernas. Todas aquelas borboletas no estômago eu sentia! E foi ai que eu me apaixonei enlouquecidamente, perdendo a noção do certo e errado. E nisso eu permaneci por seis longos meses. Foi tudo muito intenso e muito dolorido. Eu não o tinha por inteiro. Pelo simples fato de ser a outra. E infelizmente (hoje vejo que foi pro meu bem) ele não largou da namorada dele pra ficar comigo. Mas eu sei que tudo que eu senti, ele sentiu da mesma intensidade. E eu achei que nunca mais iria me recuperar. Foi a pior dor que eu já senti. Foi a paixão mais intensa que eu já senti na minha vida. E confesso que existe resquícios até hoje. Principalmente quando nossos olhos se cruzam pelos corredores na faculdade. Sinto uma pontada no meu estômago. 
Esse foi o tipo de paixão daquelas que a gente só tem uma vez da vida. Aquela coisa louca e avassaladora que toma conta de qualquer juízo que possa existir na vida da gente. Mas não é com essa paixão que a gente vai viver pro resto da vida. Pois a paixão é muito diferente do amor. Paixão é aventura, é correr perigo, é sentir adrenalina e borboletas 24h por dia durante 7 dias por semana. E amor é aquele porto seguro. É aquela certeza. 
Pois bem, após isso, teve mais uma ou duas tentativas que foram por suas vezes falhadas, e novamente eu tive meu coração estraçalhado e achei que não existia amor de verdade mais.
Eu sai tanto que achava que meus pais me expulsariam de casa. A farra era minha companhia de segunda a segunda. E foi nesse tempo que eu tenho as histórias mais loucas da minha vida pra relembrar. Foi tanto trago a baixo de trago, que eu até hoje não sei como existe um fígado no meu corpo.E era divertido! Eu não me importava com nada e achava que podia ser auto suficiente. Que não precisava ter ninguém do meu lado. Foi nesse tempo também que eu conheci outro cara que marcou minha vida. Alguém que mexia com a minha espinha de uma maneira enlouquecedora. Mas não passava disso. Tinha vezes que eu até achava que isso poderia ser amor. Mas hoje eu vejo que era apenas desejo carnal. 
E novamente estava eu, frustrada com o amor. Cansada de entregar meu coração para as pessoas erradas e sofrer. E passar quebrada por dentro. E as festas eram a minha cura. O alcool e até um tempo cigarros também. Nunca imaginei que eu colocaria um cigarro na minha boca, porque eu odiava cigarro e odiava quem fumava do meu lado. E lá estava eu, não me importando pra nada e nem ai pra nada, com um cigarro na mão e na outra uma cerveja. Mas havia um vazio. Um vazio que nenhuma bebedeira curava. Um vazio que não conseguia preencher com nada. 
Foi quanto novamente aquele cara do início da faculdade apareceu. Aquele que no inicio  eu tinha certeza que seria o cara certo pra mim.  Que fez eu sentir vontade de deixar minha vida de festas de lado e criar juízo.E ele perdoou todos os meus erros e me aceitou do jeito que eu sou. Curou as minhas feridas e fez acreditar que o amor existia sim e que era possível eu doar meu coração e ele permanecer inteiro !. E numa sexta feira fria de julho eu percebi que estar deitada no peito dele era exatamente onde eu queria estar, e que o seu cheiro tinha cheiro de lar pra mim. 
E eu sabia que não era uma paixão avassaladora que nem eu vivi meses atrás, mas que ali havia segurança, havia certeza, havia alguém que estava disposto a me proteger e me amar. E foi ai que eu percebi que eu estava no lugar certo. E incrivelmente meu coração achou a paz que tanto ansiava. Achou colo e carinho. E acima de tudo aconchego. E é nesse amor tranquilo que eu estou há um ano. Claro, não é perfeito, afinal nada é perfeito. Mas eu descobri que no amor, a gente ama até os defeitos do outro. E mesmo sendo contra, aceita. E no final de toda briga o coração aperta, e a vontade de estar perto vence qualquer briga.
No quesito ''amor'' minha vida tomou o rumo certo. E estou feliz.  Mas há tanta coisa bagunçada de fora. Há tanta coisa entalada. Tantos pensamentos turvos, tanta neblina e tantas vozes que eu me vejo no espelho como uma bagunça.
Sobre estar no 8º semestre de veterinária me dá um alívio, mas me da um medo de falhar no futuro. E esse é o meu problema. Eu quero carregar o mundo nas minhas costas que as vezes eu esqueço que acima de tudo eu sou humana, e posso me permitir falhar. Eu quero tudo pro ontem. Quero que tudo seja resolvido aqui e agora. E sofro muito com isso. Porque enquanto eu vivo o aqui, meus pensamentos estão sofrendo por hipóteses que eu mesma formulei que me fazem doer. 
Estou tentando melhorar. Estou tentando parar de me cobrar tanto e entender que eu não sou perfeita, nem nunca vou ser. E que eu não vou saber tudo também. Estou tentando me desligar um pouco dos meus pensamentos obsessivos sobre o futuro e focar no presente, me preocupando com o meu bem estar físico e principalmente mental. Mas confesso que tem dias que acho que vou enlouquecer de vez com todas essas minhas cobranças em cima de mim mesma. Confesso também que nos últimos meses eu me tornei muito mais emotiva do que eu era. Acredito que seja pelo meu nível de estresse alto, eu choro. Choro muito. Quase todos os dias. E me sinto extremamente pequena e tenho vontade de me esconder nas minhas cobertas e fingir que não existe uma vida lá fora.
O marco que me fez perder algumas rédeas do controle, foi a partir de dezembro. Onde eu estava por perder uma das minhas melhores amigas. E não foi por escolha minha. Foi por escolha dela. E eu fico muito triste com isso, pois sinto muita falta dela apesar de tudo que aconteceu. E é horrível encontrar ela na faculdade e ter que a tratar como uma estranha, sendo que tem dias que eu tenho vontade de pedir um abraço. Sei que sou coração mole e muitas vezes esqueço rápido dos erros das pessoas. Mas quando passa, eu ponho minha cabeça no lugar e vejo que foi melhor assim. Ela me puxava mais pra trás do que pra frente e confesso que muitas coisas começaram a dar certo depois que ela saiu da minha vida. 
Ocorreu também uma desestabilização na minha família. E isso me dói todos os dias. Dói saber que pessoas próximas sentiam tanto ciúme e pensavam em seu própio  umbigo a ponto de acontecer tudo que aconteceu.Mas esse é um assunto que eu venho trabalhando na minha cabeça e não é fácil de falar, muito menos de expressar aqui. Ainda há uma trava nisso em vários outros assuntos. 
Confesso que estou surpresa porque eu não sabia que eu chegaria até aqui. Estou ouvindo OASIS e fingindo que eu to nem ai pro curso online que eu estava fazendo. Estou permitindo ter um tempo comigo mesma e tentar curar as feridas que estão abertas ainda. Estou dando um tempo comigo mesma. E isso eu sinto falta. Antigamente as palavras eram um abrigo e hoje vejo como um labirinto escuro que eu tenho medo de colocar a pontinha do pé. 
Tenho tanta coisa pra escrever. Tanta coisa pra por pra fora. Mas ainda é difícil pra mim tudo isso. 

quarta-feira, outubro 22, 2014

Se for para querer alguém...

Se for para querer alguém, a partir de hoje quero alguém que divida um mapa comigo, o espaço na mochila, a pizza no microondas, uma parceria numa carona fora de hora. Se for para esperar alguém, que seja para irmos num Boteco depois de uma sexta feira cansada, que seja para irmos no super domingo à noite e irmos à loucura numa terça qualquer. Se for para levantar do sofá e abrir a porta, que entre por ela alguém sem travas, sem joguinhos, sem cara amarrada, sem bagagens de um passado morto. Mas se vier para ficar, que venha dividir o chuveiro, a culpa, a cozinha, uma boa pipoca, a cama com sorrisos nus. Que me ensine o que eu ainda quero aprender, e que caminhe comigo por um mundo que ainda pretendo conhecer".
(Gui Pinto)

domingo, outubro 05, 2014

Versos perdidos em um sábado a noite

Engraçado como eu venho buscar abrigo nas palavras apenas quando meus pensamentos estão me sufocando e brincando de fazer nós cegos em minha garganta. 

Meus passos estão descompassados, e eu estou aqui, perdida entre mil e uma frases embaçadas que formam uma sinfonia triste, a qual eu tempo fazer parar de tocar, e mesmo assim, ela continua arranhando meus ouvidos.

Sempre fui campeã em ser responsável pelas minhas próprias feridas, e dessa vez não seria diferente, não seria eu, se meu coração estivesse inteiro. E pra variar ele está aqui, quase pulando do meu peito, tentando dizer que nem ele aguenta mais.

O problema é que eu me dou a cara pra bater. Antes fosse só a cara, mas eu ainda dou de brinde meu coração, em uma badeja, pronto pra alguém retalhar em mil pedacinhos e me devolver como se nada tivesse acontecido. 

Mas eu confesso que estou cansada. Estou cansada de sempre me doar e acabar na mesma. Na mesma droga de sempre. Acabar aqui, tentando de alguma forma estúpida aliviar a dor e tentar conversar comigo mesma. 

Meu corpo não aguenta mais. Meus pensamentos imploram por paz. Por clareza. Eu não quero mais espinhos nem cicatrizes. Eu só queria alguma coisa que começasse e continuasse. Eu não aguento mais partidas. 

Como eu já dizia um tempo atrás: as pessoas sempre partem. Quem dera fosse eu, a que partisse sempre.

Nunca me adaptei bem a fins. É difícil colocar um ponto final, quando não se quer. Ou se quer, mas não tem coragem

quinta-feira, setembro 11, 2014

Para ler e pensar

Na Índia se ensina as Quatro Leis da Espiritualidade.
A primeira lei diz: " A pessoa que chega é a pessoa certa. " Significa que nada ocorre em nossas vidas por casualidade. Todas as pessoas que nos rodeiam, que interagem conosco, estão ali por uma razão, para que possamos aprender e evoluir em cada situação.
A segunda lei diz: " O que aconteceu é a única coisa que poderia ter acontecido. " Nada, absolutamente nada que ocorre em nossas vidas poderia ter sido de outra maneira. Nem mesmo o detalhe mais insignificante! Não existe: " se acontecesse tal coisa, talvez pudesse ter sido diferente...". Não! O que ocorreu foi a única coisa que poderia ter ocorrido e teve que ser assim para que pudéssemos aprender essa lição e então seguir adiante. Todas e cada uma das situações que ocorrem em nossas vidas são perfeitas, mesmo que nossa mente e nosso ego resistam em aceitá-las.
A terceira lei diz: " Qualquer momento que algo se inicia, é o momento certo. " Tudo começou em um momento determinado. Nem antes, nem depois! Quando estamos preparados para que algo novo aconteça em nossas vidas, então será aí que terá início.
A quarta e última lei diz: " Quando algo termina, termina!" Simplesmente assim! Se algo terminou em nossas vidas, é para nossa evolução! Portanto é melhor desapegar, erguer a cabeça e seguir adiante, enriquecidos com mais essa experiência.

domingo, julho 20, 2014

Transparente

“Ninguém nunca me viu tão transparente como você, ninguém nunca soube do meu medo de amar demais, de se perder um pouco de tanto amar, de não ser boa o suficiente.”
— Tati Bernardi.

Perdi as contas

Faz semanas que venho fugindo das palavras, como de costume. Faz tantos dias, que me perdi nas contas. Mas as vezes, me pego pensando em teus olhos verdes e profundos, tão profundos como um abismo. E foi nesse abismo que eu cai em queda livre. Se fosse apenas os joelhos ralados, já estariam curados, pior é o coração, que se transformou em tantos pequenos pedaços. E cada um desses pedaços é afiado, porque tantas vezes já tentei colar os pedacinhos e me cortei mais ainda. Ai eu encarreguei o tempo de transformar esse amontado de cacos em um coração de verdade de novo.

Posso afirmar que já não dói mais como nos primeiros dias. Mas dói lembrar que nos primeiros dias eu estava sem chão, e só de lembrar da dor que eu senti, meu coração aperta. Hoje, há um vazio. Um vazio fundo. Não sinto tua falta. Não sinto vontade de estar em seus braços, mas quando eu lembro como era bom estar lá, minha voz falha, e meus olhos quase lacrimejam, mas tudo isso em uma fração de segundos, e logo o frio cortante se aprochega e a saudade se torna vazio. 

Tudo que um dia eu cheguei a cultivar se foi. E isso inclui o respeito também. Eu sei que a culpa é totalmente minha em ter me machucado. Mas você, você e suas palavras doces. E eu achava que eram verdadeiras. E depois eu vejo que tudo não passou de seilá, um jogo, uma diversão, um passa-tempo. 

segunda-feira, julho 07, 2014

Quando havia dor

“Não choro mais. Na verdade, nem sequer entendo porque digo mais, se não estou certo se alguma vez chorei. Acho que sim, um dia. Quando havia dor. Agora só resta uma coisa seca. Dentro, fora.”
— Caio Fernando Abreu

Mesmo quando param de doer

“A ferida, eu sabia, demoraria um pouquinho para cicatrizar, como acontece com todas elas, as do corpo e as da alma, mesmo quando param de doer. Naquele dia, entre tantas emoções, experimentei uma terna gratidão pela perspectiva de cura e pela capacidade que a vida tem de se renovar, mesmo quando passa um bocado de tempo doendo. Para minha surpresa, um pouco mais tarde, depois de uma chuva fina, o sol voltou a brilhar lá no céu. Eu sentia que o meu sol também voltaria a aparecer, embora fosse provável que ainda demorasse algumas nuvens…”
— Caio Fernando Abreu

domingo, julho 06, 2014

Apenas mais um semblante

  A teoria nunca me sustentou. Sempre acreditei na prática, pois é ali que a gente vê como tudo acontece, como tudo é. E com o amor não é diferente. Sempre tive que cair e ralar os joelhos e o coração para acreditar com meus próprios olhos que a situação presente não era boa pra mim. E tive que re-aprender a me equilibrar. Como diz a vida, a gente cai sete vezes e levanta oito.
  A verdade é que já faz alguns dias, bem, não me lembro o número exato de dias que você se foi. E isso já não faz mais importância. Confesso que nos primeiros dias achei que a dor se tornaria constante dentro de mim por semanas a fio. E sabe que eu me enganei? Não digo que não sinto saudades e não penso em ti. Mas a vontade de te ver, de contar como foi meu dia, em sentir teu cheiro em mim e o calor dos teus abraços, tudo isso ficou encaixotado lá trás.
   No lugar do carinho que existia por ti, ficou o vazio brando. As vezes me pego pensando em ti. Mas as lágrimas não correm mais. Ainda estou triste com tudo que aconteceu, porque essas últimas semanas foram desgastantes e dolorosas. Mas estou de pé. Estou sorrindo. Estou seguindo minha vida. E sei que quando te encontrar meus olhos não vão brilhar mais, e tu se tornarás apenas mais um semblante na multidão de alunos que tumultuam a faculdade.

sábado, julho 05, 2014

Amor não se implora

“Eu quis espernear, gritar “Fica pelo amor de Deus!” Mas desde quando a gente pede uma coisa assim? Desde quando a gente tem que implorar pra alguém ficar? Mesmo que a vontade inunde nossa alma, e a certeza da falta destrua nossas vontades, amor não se implora.”
— Tati Bernardi

Universal

“Virei pedra e entendi porque a solidão é a experiência mais universal de todas. A solidão é muito sacana. Num dia, ela te deixa eufórico, pensando nessa liberdade possível de não dever satisfação a ninguém e nessa possibilidade infinita de realizar todas as tuas vontades. Mas, no outro dia, a solidão te dá uma rasteira daquelas bem dadas. E te faz cair na real. Tu estás só feito um cão de rua, meu filho. Ninguém te ama, ninguém te quer, ninguém te conhece, ninguém tem acesso à tua alma. Tuas neuras são só tuas, e parece que nada nem ninguém preenche esse vazio.”
— Caio Fernando Abreu.