segunda-feira, junho 22, 2009

Vivemos esperando dias melhores.

Se a gente pensar, nós vivemos em busca de dias melhores, sempre. Mas o que esquecemos é que quando estamos em busca de dias melhores, não cuidamos o que esta em nossa volta, o que está acontecendo no momento e com isso perdemos muitas vezes,dias melhores.
Não sei bem o que escrever.Pra falar a verdade,não sei expressar idéias de felicidade.Me acustumei tanto a escrever como eu me sinto que acabei transformando o pouco que restava de felicidade em mim, em pó.
Eu tento falar de alguma coisa feliz , mas sempre acabo na mesma, escrevendo utopias e melancolias. Falando em utopias,essa tarde eu sonhei contigo.

Era uma tarde rigorosa de inverno.Tinha acabado de chover e estava tudo molhado, mas o sol começava a brilhar,mesmo fraco,mas brilhava lá no alto. Olhei na janela e vi que o sol estava saindo. Disse a mim mesma com um desanimo estampado em minha face," ótimo" e voltei para a cama. Quando estava quase totalmente submersa em meus pensamentos tristes e vazios,me acordo com meu celular tocando, com a múscia do Pull down, " promete que nos veremos logo,promete que isso não vai ficar assim (...)". Já acordo do meu "quase sono" com um mau humor e logo penso "sim, hoje vai ser mais um maldito dia,denovo" e clico na tecla "atender" ignorando o nome ,sem vontade nenhuma de ouvir ninguém falar. Levo um susto,não esperava você me ligando, não estava preparada.Meu mundo girou quando ouço sua voz dizendo"oi amor".Fiquei uns 10 segundos sem reação até voltar em mim e conseguir responder com a voz trêmula um oi,bem baixinho. Você logo de cara viu o meu espanto e disse, “ aconteceu alguma coisa?”, claro, como sempre menti,disse que apenas estava dormindo e me assustei com meu celular.Você, como sempre com aquelas suas risadinhas que fazem eu perder o chão, mas estava tentando não pensar nisso e apenas concentrar-me no que você falava e no que eu precisava responder.Quando perguntou o que eu iria fazer nessa tarde, eu já fiquei nervosa. Será que eram novamente aquelas suas brincadeirinhas de mau gosto? Ou desta vez falava a verdade?.Sim.Combinei que nos encontraríamos daqui a uma hora ali no parque e desliguei.Meu celular caiu no meio das cobertas, minha mão estava tremendo.Cheguei lá com um jeans normal, meu all star branco de sempre e com um casaco vermelho.Logo te vi,sentado num banco,batendo seus dedos na mesa.Sorri e me aproximei.Nossa conversa estava normal,assuntos normais,nada de extravagante.Logo veio as perguntas, “ e ai,namorando?” ou, “ como anda teu coraçãozinho?, risos”.Disse que meu coração tava bem,ótimo,mentindo novamente, olhando pro lado para não ter que encarar seus olhos esverdeados nos meus.Quando você disse que nessa manhã tinha rompido o namoro me deu vontade de sorrir,estava esperando isso fazia quase três meses.Claro, olhei pra ele e perguntei se ele estava bem, como tinha sido, estava fazendo-me parecer interessada.Quando ele disse: “ pra falar a verdade,o motivo real do meu término com ela foi que nessas semanas eu vim percebendo que eu preciso de ti,do meu lado, e sei que você precisa de mim.”.Fiquei pasma,olhei pra baixo,não sabia o que responder.Ele voltou a falar, “ei,eu sei que eu te fiz sofrer muito nesses últimos meses, mas quero recompensar esse tempo agora.Me perdoa?”.Eu susurrei um sim, quando ele se aproximou, quando vi,seus lábios quentes, carnudos e macios estavam nos meus.Ficamos um tempo ali,depois fomos para o centro, encontrar-nos com nossos amigos.Quando cheguei lá, ficaram se olhando.Nesses últimos três meses eu apenas ia pra escola,não saia mais. E com um sorriso no rosto e com minha mão entrelaçada na tua, se juntei aos meus amigos.

Utopia.Utopia.Utopia.Não vai me levar a nada.Não, vai me levar a mais decepções.Quando acordei desse sonho e percebi que isso não passou de uma farsa, meus olhos se encheram de lágrimas e jorravam para fora.Levei um tempo até me reconstituir e fui lá tomar um banho,sentindo o mundo inteiro em minhas costas,sentindo-me a pior pessoa da face da terra.

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Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida.

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