domingo, junho 05, 2011

Dessa vez eu já vesti minha armadura

Começei a deixar de lado todas aquelas fendas que por mêses, todas as noites se abriam, rasgando-me, até que eu em prantos, implorasse que tudo aquilo simplesmente sumisse.Todas as noites, a dor se adonava do meu corpo, que já estava exausto demais para lutar, e por não conseguir mais aguentar, eu chorava, até que todas as lágrimas acabassem, até que todos os gritos se cessassem e depois finalmente eu conseguia dormir. E depois, os pesadelos surgiam, e eu tinha que sair daquele imenso poço onde você me jogara, e eu acordava assustada, gritando teu nome, e depois de então, o silêncio perturbador me aconchegava.Nascia um novo dia, e eu levantava da cama, pondo minha armadura, usando como artifício um imenso sorriso falso, que até a noite estava instalado em meus lábios, e quando chegava em casa, eu desabava, fechando-me em meu quarto escuro, e vivendo o mesmo pesadelo todos os dias.
Cheguei em um momento que eu não aguentava mais. Eu estava exausta de não gostar mais de mim, de me machucar com lembranças cruéis que minha mente ensistia em guardar. Eu tinha chegado no meu ponto máximo. Eu não aguentava mais aquele gelo e aquela dor se aponderando do meu coração- se é que ainda posso chamá-lo assim-. Eu cansei de me sentir sozinha e vulnerável. De ser fraca e deixar que tudo isso me consumisse. Só que eu não achava forças para levantar, e com a cabeça erguida passar por tudo aquilo que me matava. Eu fiquei perdida.E talvez ainda esteja, aquela bagunça, já não está mais tão bagunçada assim. Tudo está voltando ao normal. Só que dessa vez eu aprendi,já vesti minha armadura.

2 comentários:

Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida.

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Retribuirei a visita.

beijiinhos