segunda-feira, julho 25, 2011

A beira do abismo

E eu fiquei parada ali, frente a frente com você, a beira do abismo para poder perceber que se eu me jogasse, você não se importaria.
E eu me joguei, e você me deu as costas. E eu tive que sair de lá sozinha. Meu corpo machucado doía, mas não mais do que o meu coração.
E depois de longos dias torturantes você surge como se eu estivesse errada. Eu segurei a sua mão e você a soltou e me deixou cair.
Agora estou engasgada com suas palavras vazias, totalmente frias como uma pedra. E eu tenho que aguentar tudo sozinha. Você  transformou minha vida em um inferno e a culpa é inteiramente sua.

Um comentário:

Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida.

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Retribuirei a visita.

beijiinhos