domingo, agosto 14, 2011

Habituada ao silêncio

Música nos fones,olhar fixo aos pingos de chuva diante da minha janela e o pensamento vazio. O silêncio era algo perturbador há longos mêses atrás. E hoje estou habituada a ele, que já não me encomodo mais, e me aconchego me perdendo dentro de mim mesma. Não há mais nenhuma lembrança clara em minha mente atordoada. Não consigo lembrar de nada com exatidão do que se passou comigo nesses últimos mêses. De tanto querer lembrar perfeitamente minha mente bloquiou as lembranças. Tua voz que antigamente fazia meu coração desparar, hoje é uma voz estranha, que soa como um barulho totalmente irritante ao ouvir.Criei uma barreira tão imensa em nosso meio para me protejer,e hoje, mesmo ela estando caida ao chão, não sinto necessidade de me protejer. Não preciso de proteção mais. O veneno de suas palavras já não faz mais efeito em mim. Sei o que eu quero e o que eu acredito. Sei o que é verdade e o que é certo e bom pra mim. Lembro com nostalgia de como me sentia no passado, tão insegura, tão fraca implorando por meros sentimentos. Lembro-me que tinha medo e sempre havia aquela dor. Uma incessante dor que não cessava de jeito nenhum. Eu era tão imatura, uma menininha iludida com um pseudo príncipe encantado que convenhamos, estava mais para um idiota enrolado em um papel alumínio.

2 comentários:

Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida.

Obrigado por postar sua opinião.
Retribuirei a visita.

beijiinhos