sábado, junho 28, 2014

Bagunça

  Meu coração pulsa fraco. Meus olhos passam horas mirando algum objeto sem sentido nenhum. E por fim, um suspiro longo, como se fosse descarregar minha alma, e mesmo assim, não descarrega. Meus pensamentos, voam perdidos e se embaralham com o barulho da tv, que por sinal, só está ligada para evitar o silêncio cortante que se forma todos os finais de semanas, há três meses. 
  Hoje faz exatamente quarto dias desde que me dei por vencida. Desisti, não por ter mudado alguma coisa que eu sinto, mas por simplesmente cansar em bater na mesma tecla e não acontecer absolutamente nada. 
  Fiquei por meses alimentando uma história que nunca existiu para ambos os lados. Apenas para mim. A corta sempre esteve solta. E eu cai. Cai um tombo feio. Não aqueles de ralar os joelhos, mas sim, o coração.
  A bandeira branca está exposta. Uma maneira idiota de ir me acostumando aos poucos a permanecer sem tua presença.Sem passar quase todas as horas do meu dia grudada no celular, conversando com você. Quando ao te ver, conseguir fazer meu coração não bater mais forte, nem querer loucamente te abraçar e ficar ali, aninhada em teus braços pra sempre. Ao te olhar nos olhos, não desabar em lágrimas. 
  Sei que o tempo que eu estabeleci para essa idiotice de bandeira branca é exatamente seis dias. Mais seis dias e eu vou acabar com o que não existe, o que nunca começou. Seis dias e eu vou caminhar para frente. Não vou por mais pontos finais, pois tudo isso virou uma história mal escrita com uma imensidão de reticências. Vou fechar o livro. E guardar na minha caixinha de decepções.
  Não consigo achar um motivo sequer por gostar de você. Revirei minha mente umas cinco vezes seguidas e nada. Não há nenhum motivo relevante para tudo isso. Para essa dor de cabeça, noites mal dormidas e lágrimas. 
  Sempre soube que você era um daqueles caras que não valiam a pena. Que nem por decreto eu poderia me apaixonar. Mas eu não sei, todos os fatos estão escancarados na minha cara, e eu não consigo te deixar ir. E eu não encontro também o motivo por não conseguir ir embora.
  E as palavras se perderam no meio de toda a bagunça que tem em meus pensamentos.

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Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida.

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