domingo, julho 20, 2014

Perdi as contas

Faz semanas que venho fugindo das palavras, como de costume. Faz tantos dias, que me perdi nas contas. Mas as vezes, me pego pensando em teus olhos verdes e profundos, tão profundos como um abismo. E foi nesse abismo que eu cai em queda livre. Se fosse apenas os joelhos ralados, já estariam curados, pior é o coração, que se transformou em tantos pequenos pedaços. E cada um desses pedaços é afiado, porque tantas vezes já tentei colar os pedacinhos e me cortei mais ainda. Ai eu encarreguei o tempo de transformar esse amontado de cacos em um coração de verdade de novo.

Posso afirmar que já não dói mais como nos primeiros dias. Mas dói lembrar que nos primeiros dias eu estava sem chão, e só de lembrar da dor que eu senti, meu coração aperta. Hoje, há um vazio. Um vazio fundo. Não sinto tua falta. Não sinto vontade de estar em seus braços, mas quando eu lembro como era bom estar lá, minha voz falha, e meus olhos quase lacrimejam, mas tudo isso em uma fração de segundos, e logo o frio cortante se aprochega e a saudade se torna vazio. 

Tudo que um dia eu cheguei a cultivar se foi. E isso inclui o respeito também. Eu sei que a culpa é totalmente minha em ter me machucado. Mas você, você e suas palavras doces. E eu achava que eram verdadeiras. E depois eu vejo que tudo não passou de seilá, um jogo, uma diversão, um passa-tempo. 

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Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida.

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